Mostra de SP 2010 – Post I

29out10

 

Mistérios de Lisboa (Raoul Ruiz, 2010)

Um folhetim monumental.

 

Politécnica (Polytechnique – Denis Villeneuve, 2009)

Tiros em Montreal.

O Sequestro de um Herói (Rapt – Lucas Belvaux, 2009)

O terror durante e depois.

 

Dias Violentos (Quchis Dgheebi – Levan Koguashvili, 2010)

Marginais da Geórgia.

Turnê (Tournée – Mathieu Amalric, 2010)

Estréia irregular com alguns bons momentos.

 

Uma Mulher, Uma Arma e Uma Loja de Macarrão (San Qiang Pai an Jin Qi – Zhang Yimou, 2010)

A sequência do macarrão e quase mais nada.

 

Montanha de Sangue (Bergblut – Philipp J. Pamer, 2010)

Novela das oito para tiroleses.

 

Bonecas Diabólicas (Flávio Ribeiro Nogueira, 1975)

Nova referência do trash nacional.



20 Responses to “Mostra de SP 2010 – Post I”

  1. 1 Maurício R. Kern

    Ah, e por falar em (bom) cinema asiático, depois da Mostra, no Centro Cultural São Paulo, vai passar o ciclo Coreia, Cinema Explosivo, onde terá exibição do ótimo Sem Fôlego, que vi no CCBB de Brasília na semana passada. Outra pedrada na cara. Vale a pena vê-lo.

  2. 2 Maurício R. Kern

    Vi Caterpillar ontem à tarde, no cinema da Livraria Cultura da Paulista, e, até onde pude perceber, o problema era com a imagem escura – o que não é novidade quando falamos de projeção digital. O pior aconteceu à noite, com a projeção de Carlos, no Arteplex da Frei Caneca: além da imagem escura (pior que a do dvd – e quem viu o filme no dvd já lançado lá fora pôde perceber o quanto se perde com esse tipo de projeção mequetrefe), passaram o filme com um erro gritante quanto ao formato da tela. Imagina ver as 5h30min do filme do Assayas com todos os atores parecendo clones da Olívia Palito? Passaram um filme filmado em 2.35 : 1 como se o original dele fosse 1.33:1. Não pensei que esse tipo de amadorismo pudesse ocorrer em uma mostra que está já na sua 34ª edição. O negócio foi aberrante. Rolou até um princípio de motim no intervalo entre a primeira parte e a segunda, mas daí disseram que não tinham como corrigir a janela de exibição, pois o projecionista não tinha como fazer a alteração (!). O engraçado foi o que alguns lembraram: até nossa vovozinha sabe alterar o formato da tela de um filme visto na tv com um ou dois toques no controle remoto do aparelho. Como um projecionista de uma sala daquelas não teria como corrigir a janela de exibição do filme projetado? Ou seja, esse tipo de falha é injustificável.
    Ah, by the way, o filme do Wakamatsu é um tijolaço na fuça e o do Assayas é excelente mesmo quando tentam “sabotar” sua projeção.

    • Hoje eu resolvi aproveitar o feriadão para ver uns filmes da Mostra. Vi o filme de ação vietnamita IMPACTO e as legendas da primeira meia hora estavam todas fudidas, tipo não entravam os acentos (ao invés de “é” e “ã”, por exemplo, apareciam uns caracteres absurdos, como # e º). Assim, os diálogos cheios de acentos ficavam todos truncados. Demorou meia hora para um sujeito entrar e mexer no lance para consertar o problema. Bota amadorismo nisso, e como disse o Kern, “só” fazem o evento há 34 anos…

      • 4 Maurício R. Kern

        Felipe, isso é cortesia da 4Estações, empresa que presta serviço de legendagem para a Mostra. Mas a ruindade deles não é exclusividade da Mostra, pois eles também têm contrato com o CCBB. Vi a mostra dedicada ao faroeste espaguete no CCBB de Brasília, que foi o primeiro a receber os filmes do ciclo, que só depois seguiu para S. Paulo e Rio, e posso dizer que me senti um tanto cobaia. Tinha muito problema com as legendas, e os caras iam apenas anotando os erros para só depois arrumá-los. Era uma espécie de “sessão teste já valendo”. Acredito que boa parte dos problemas tenha sido corrigido antes de passarem os filmes daquela mostra nas outras duas cidades, mas em Brasília a coisa foi porca.

        • A sessão do Django aqui em SP foi igualmente uma merda: eles passaram o filme com o áudio em italiano, mas a legenda da versão em inglês. Ninguém percebeu que os diálogos eram completamente diferentes, e que algumas falas acabaram sem tradução, enquanto misteriosas “legendas-fantasma” apareciam de repente (para diálogos que exisitam apenas na versão em inglês, mas não na versão exibida).

          O pior mesmo é da história é que essa gente deve ganhar uma fortuna para prestar esse trabalho porco e nas coxas!

    • 6 buchinsky

      Eu estava nessa mesma sessão no sábado. Grande filme do Wakamatsu.

      • 7 Maurício R. Kern

        Aquele cinema da Livraria Cultura lembra um pouco o Cine Brasília. Sentei lá na última fileira (que é onde sempre prefiro sentar) e, problemas com projeção à parte, curti muito a sessão. Curti também o comportamento da plateia durante a sessão. É difícil ver filmes hoje em dia onde a plateia se mantém em silêncio durante toda a projeção. O mesmo ocorreu na sessão de Carlos. O tal tumulto a que me referi rolou somente no intervalo entre as duas primeiras partes. Começada a segunda parte, mesmo com os problemas de projeção observados na primeira parte não solucionados, lá estava todo mundo em total silêncio vendo o filme. Afinal, se a Mostra não demonstra respeito aos filmes que exibe, alguém tem que mostrar o que é respeito. Além disso, grandes filmes independem de projeção boa ou ruim para serem adorados.

        • 8 buchinsky

          Nos filmes do Oliveira e do Kitano, houveram risadinhas fora de hora. Mas isso já era esperado num Cinesesc lotado, onde muitos caíram de pára-quedas. Coisas da tola cinefilia paulistana.

  3. 9 sérgio alpendre

    aliás, wakamatsu tb tá com projeção merda, segundo relatos …

  4. 10 sérgio alpendre

    sério que o Denis Villeneuve aprendeu o que é cinema?

    Kitano tá passando em uma DVCam horrorosa. Teve muita gente que pediu dinheiro de volta. Tô passando essas projeções lixonas.

    Infelizmente perdi o Ruiz. Terei de torcer pela repescagem.

    • 11 buchinsky

      A epopéia do Ruiz reprisa nesse domingo no Shopping Pompéia.

  5. Ué, Felipe, não vai nem ver os novos filmes de Sofia Coppola e Woody Allen?

    Pena que eu não pude viajar para SP e por isso acabei perdendo a sessão da versão estendida do Metropólis. Eis uma coisa que deve ter sido fantástica…

  6. Eu boicotei completamente a Mostra deste ano, mas o filme do Kitano eu não quero perder.

  7. Outra coisa nada a ver da Mostra é exibir filmes que todo mundo já viu (Ford, Parker, Wenders, Kurosawa).

    Até parece que não tinha uma porrada de coisa inédita para passar no lugar… (seria lindo, por exemplo, se rolasse uma sessão de MARTYRS, pegando os pseudo-cinéfilos de surpresa e causando escândalo dentro do cinema, HAHAHA)

    • 20 buchinsky

      Sempre é bom rever os grandes na tela de cinema. Eu até encararia a versão de mais de 4 horas de Até o Fim do Mundo, mas naqueles horários era impraticável.

      Neste fim de semana tentarei assistir Kitano e Wakamatsu.


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